Arquivado em: Filmes, Interessantíissimo, Música, cinema, cultura | Tags: Céu, documentário, educação, João Jardim, Pro dia nascer feliz
Arquivado em: Belo Horizonte, Devaneios, filho | Tags: BH, Cuba, sonhos, Varadero
Eu queria poder acordar todo dia sem ser as 6:30 com o Yuri batendo na porta: “Mãe! Tá na hora!”.
Queria não ter que fazer café da manhã, nem almoço e nem jantar.
Queria não ter que lavar a louça.
Queria que a minha casa fosse autolimpante.
Queria ter todas as minhas amigas sempre por perto.
Queria a minha família aqui do lado.
Queria poder conhecer um país novo a cada ano.
Queria descobrir alguma coisa realmente útil.
Queria poder ajudar as pessoas.
Queria ser menos aflita.
Queria ser uma pessoa melhor.
Queria saber cantar.
Queria poder comer o tanto que eu comia na adolescência sem engordar.
Queria fazer dança de salão.
Queria não precisar de dinheiro, pra nada!
Queria que as pessoas e coisas queridas nunca acabassem.
Queria poder voltar no tempo pra matar a saudade ou pra ter certeza de que o melhor tempo é sempre o presente.
Queria que a igualdade, dentro da diversidade, fosse uma realidade, e não um sonho.
Queria que todo mundo tivesse um filho feito o meu.
Queria ter tido um pai legal.
Queria um chef 24h com especialização em comidas saudáveis, não necessáriamente lights porque eu não ia engordar.
Queria voltar a fumar sem ter que me preocupar com a saúde.
Queria poder beber todo dia sem ter medo de virar alcoolista.
Queria acordar tarde sem culpa.
Queria poder dormir de dia sem me sentir culpada por isso.
Queria que a minha vó voltasse a lembrar das coisas, ainda que fosse devagarinho, do mesmo jeito que aconteceu quando ela foi perdendo a memória.
Queria que meus heróis de infância não tivessem virado pessoas tão babacas.
Queria muitas, muitas coisas! Mas, já que aqui eu posso querer o que eu quiser, o que eu ia querer mesmo, é que Deus trouxesse o mar de Varadero pra BH!

Arquivado em: Comédia da Vida Privada | Tags: faxina, gripe, homens na faxina, visita
Esses dias, uma amiga da minha mãe que é como uma tia para mim, veio nos visitar aqui em BH. Eu fiquei super contente, mas estvava muito gripada e fiquei com vergonha da minha casa que, além de suja, virou um caos.
Meu marido, vendo minha aflição, resolveu dar uma geral na casa. Mas para verificar se seu esforço não seria em vão, perguntou:
- Que dia que a Bete vai embora mesmo?
- Na terça.
- Ah, então tá! Assim dá tempo de ela ver a casa limpa antes de ir embora.
Arquivado em: Música, Política, cultura | Tags: Gracias a La vida, Música, Mercedes Sosa, morte da Mercedes Sosa, Solo le pido a Dios, Volver a los 17
“Comer mosquito na pedra” era assim que eu cantava a primeira música da Mercedes Sosa pela qual me apaixonei: Volver a los 17. Na época não tinha idéia do quanto a música era linda, ainda bem que hoje eu tenho! O show de Mercedes Sosa foi o primeiro que assisti! Tinha 5 anos, lembro que dormi a maior parte, mas cantei frenéticamante “Comer mosquito na pedra”.
O tempo passou, conheci outras músicas maravilhosas, e pude entender o que elas significavam, não só no sentido literal, mas no sentido de uma luta diária. Para mim, as mais queridas são: Gracias a la vida e Solo le pido a Dios
Vai em paz companheira, você fará falta neste mundo tão capitalista. Quando eu crescer, quero ser igual a você!
“Não sou nova nem bonita, mas tenho a minha voz e a minha alma, que me sai quando canto”. (Mercedes Sosa)
Quem me dera!
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Para ouvir: Graveola e Lixo Polifônico
Para assistir: Feminices de Domingos Oliveira
Para pensar: Santiago de João Moreira Salles

Arquivado em: Comédia da Vida Privada | Tags: A galinha magricela, Balão mágico, frango assado, galinha ao molho pardo, galinha ensopada, galinhada
Ando numa fase super zen. Super preocupada com a alimentação e com os hábitos em geral.
Outro dia, resolvi que dali em diante só compraria galinha caipira. A idéia era levar para casa uma carne livre de hormônios, de uma galinha que foi criada de forma menos humana. Explico: ao invés de viveram confinadas, como nós, em espaços minúsculos, trabalhando até a morte; elas ficam soltas pelo terreiro, vivendo felizes, como animais! Sendo assim, na minha cabeça, a carne seria muito mais saborosa e saudável e eu, como predadora, até que estaria sendo menos cruel. “Super zen!”
Quando cheguei no açougue, para minha surpresa, descobri que só haviam galinhas caipiras congeladas. Haviam dois tipos: uma amarela e outra roxa. Morri de nojo das duas.
-Moço! Qual dessas aqui é melhor?
-Depende, o que você vai fazer: galinhada (tipo galinha ensopada) ou galinha ao molho pardo?
-Nenhum dos dois, eu quero fazer um frango assado.
- Ah! Então é melhor você levar do outro, porque estas aqui são muito duras.
Como assim, muito duras? – eu pensei.
- Mas não dá mesmo pra eu fazer assada?
Nisso, a mulher do açogueiro se sentiu na obrigação de intervir:
- Você pode fazer ela refogadinha.
- Tipo frita?
- Não! Refogadinha: você refoga o alho e a cebola na panela com bastante óleo e depois joga os pedaços da galinha.
- Ah! Tá! – Frita! Eu pensei, mas não falei nada.
Levei a galinha amarela. Na embalagem estava escrito: a cor amarelada da carne se deve ao fato de a criação ter sido alimentada somente com ração de cenoura da melhor qualidade. Achei muito engraçado.
Cheguei em casa, descongelei o bicho e fui começar a limpar, morrendo de nojo. Eu nunca tinha tirado pele de galinha porque sempre compro peito, só o peito, e ainda peço “bem limpinho” para o açogueiro. Mas dessa vez lá estava eu. Eu e a galinha magricela. Enquanto eu escalpelava a bichinha, não parava de cantar, ainda que mentalmente, a música do Balão Mágico que marcou a minha infância: “A galinha magricela, e bota um e bota dois e bota três…”. Fui tirando os pedaços do seu corpinho daquele saco plástico: coxa, sobre coxa, asa… de repente vi um saquinho com um líquido cor de beterraba. Era o sangue! Pra fazer galinha ao molho pardo! Quase mirri de nojo! Depois, encontrei o fígado e o coraçãozinho. Quase desanimei. De repente, senti uma bicada na minha mão! Achei que eu estava alucinando, afinal, a galinha estava morta! Quando eu olhei, dentro do saquinho, lá estava ela: a cabeça da galinha! Com bico e tudo! Com aquele olhar entreaberto. Credo! Aquilo já era demais para mim! Chamei a D. Beth, que trabalha na casa da minha mãe e ela terminou de limpar a galinha para mim. Ela chegou em casa rindo da minha cara e foi embora mais feliz ainda, porque eu tinha ficado com tanto nojo, que dei quase todas as partes para ela.
Quando meu marido chegou em casa, contei a história toda pra ele. Ele quase chorou de rir, mesmo porque, segundo ele eu sei imitar a cara da galinha morta direitinho! Como se não bastasse, ele ainda comenta:
- Nossa, é muito doido isso, né? Imagina uma pessoa te matar, te cortar em pedacinhos e ainda enfiar você num saco com a sua cabeça no meio?
Nem precisa dizer que eu não comi aquele dia, né? E desde então, nunca mais comprei carne e nunca mais pretendo fazer carne aqui em casa. Tadinha da galinha magricela!
Arquivado em: Belo Horizonte, Comédia da Vida Privada, Gracinhas, marido | Tags: com emoção, emoção, Natal, sem emoçao, trânsito, trânsito belohorizontino, trânsito em bh
Quando eu fui para Natal – há muitos anos atrás – tudo era com emoção, ou sem emoção, dependendo do gosto do freguês.
Aqui em BH, cidade MARAVILHOSA e MUITO querida por mim, só tem gente muuuuuuuuuito barbeira. Como eles mesmos dizem: “Um bando de roda dura!”. O povo não tem noção de conjunto, entra de repente na sua frente, não dá seta, anda entre duas faixas… Por isso, andar de carro aqui é sempre com emoção! Muita emoção!
Ontem, num trajeto de uns 5km, meu marido foi surpreendido por uns 10 desses motoristas sem noção. No décimo ele diz:
- Por isso que a vida fica sem emoção! Depois de andar num trânsito como esse, a gente não se emociona com mais nada!
Arquivado em: Família, Lembranças, Poesia?, marido | Tags: aniversário, foto, Ipê Amarelo, mãe, natureza, presente
Minha mãe sempre me disse que o ipê amarelo só passou florecer depois que eu nasci. É o jeito dele de me dizer “Oi! Seja bem vinda!”. Pedi para meu marido tirar uma foto de um, para eu postar por aqui no dia do meu aniversário. Pra variar, ele esqueceu. Então achei essa foto aqui e eu mesma me dei de presente. Olha só que lndo!

Ele pode ter feito pouco caso, mas a natureza nunca se esquece do meu melhor presente!
Arquivado em: Devaneios, Filosofia pura!, Rir é o melhor remédio | Tags: adolescência, filhos, mau humor, menopausa, ondas de calor, puberdade
Velhinhas, na menopausa, têm ondas de calor.
Pentelhos, na puberdade/adolescência, têm ondas de mau humor!
Arquivado em: moda | Tags: Converse All Star Deluxe Athletic Inspired Boots

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