As incríveis peripécias de nossas vidas medíocres!


Ladeira abaixo

Acabei de mudar de casa. Agora moro numa mega ladeira.

Esses dias,  minha mãe foi me visitar e, quando saiu do carro desceu a ladeira correndo. Meu filho, adolescente implicante, lança:

-Não precisa correr, né vó?!

-Eu não tô correndo, eu tô caindo!!!!

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Declaração de amor

Aqui em BH existe A Obra, bar dançante. E na Obra tem uma festa que se chama Eu Não Presto Mas Eu Te Amo, que só toca música brega: Wando, Roberto Carlos, Fagner, Rosana…

Meu marido é super Rock and Roll, odeia música brega, o veio “brega” dele é Elvis.

Ontem, teve a festa. Um amigo nosso perguntou:

-Como chama a festa mesmo?

Meu marido olho pra mim e repondeu:

– Eu não gosto, mas eu te amo!

Lindo!



Chá de Bebê

– Yuri, sabado nós vamos na casa do Coquico.

– Por quê?

– Porque vai ter chá de bebê.

– Uai, mãe! Todo chá é de beber!



Sonhos
16 de outubro de 2009, 21:22
Filed under: Belo Horizonte, Devaneios, filho | Tags: , , ,

Eu queria poder acordar todo dia sem ser as 6:30 com o Yuri batendo na porta: “Mãe! Tá na hora!”.

Queria não ter que fazer café da manhã, nem almoço e nem jantar.

Queria não ter que lavar a louça.

Queria que a minha casa fosse autolimpante.

Queria ter todas as minhas amigas sempre por perto.

Queria a minha família aqui do lado.

Queria poder conhecer um país novo a cada ano.

Queria descobrir alguma coisa realmente útil.

Queria poder ajudar as pessoas.

Queria ser menos aflita.

Queria ser uma pessoa melhor.

Queria saber cantar.

Queria poder comer o tanto que eu comia na adolescência sem engordar.

Queria fazer dança de salão.

Queria não precisar de dinheiro, pra nada!

Queria que as pessoas e coisas queridas nunca acabassem.

Queria poder voltar no tempo pra matar a saudade ou pra ter certeza de que o melhor tempo é sempre o presente.

Queria que a igualdade, dentro da diversidade, fosse uma realidade, e não um sonho.

Queria que todo mundo tivesse um filho feito o meu.

Queria ter tido um pai legal.

Queria um chef  24h com especialização em comidas saudáveis, não necessáriamente lights porque eu não ia engordar.

Queria voltar a fumar sem ter que me preocupar com a saúde.

Queria poder beber todo dia sem ter medo de virar alcoolista.

Queria acordar tarde sem culpa.

Queria poder dormir de dia sem me sentir culpada por isso.

Queria que a minha vó voltasse a lembrar das coisas, ainda que fosse devagarinho, do mesmo jeito que aconteceu quando ela foi perdendo a memória.

Queria que meus heróis de infância não tivessem virado pessoas tão babacas.

Queria muitas, muitas coisas! Mas, já que aqui eu posso querer o que eu quiser, o que  eu ia querer mesmo, é que Deus trouxesse o mar de Varadero pra BH!

varadero-beach



Sem emoção.

Quando eu fui para Natal – há muitos anos atrás – tudo era com emoção, ou sem emoção, dependendo do gosto do freguês.

Aqui em BH, cidade MARAVILHOSA e MUITO querida por mim, só tem gente muuuuuuuuuito barbeira. Como eles mesmos dizem: “Um bando de roda dura!”. O povo não tem noção de conjunto, entra de repente na sua frente, não dá seta, anda entre duas faixas… Por isso, andar de carro aqui é sempre com emoção! Muita emoção!

Ontem, num trajeto de uns 5km, meu marido foi surpreendido por uns 10 desses motoristas sem noção. No décimo ele diz:

– Por isso que a vida fica sem emoção! Depois de andar num trânsito como esse, a gente não se emociona com mais nada!



CARRO
1 de agosto de 2009, 19:39
Filed under: Amor da vida, Belo Horizonte, Desabafo!, marido, Uncategorized | Tags: , , , ,

Saiu andando desembestada pela rua aos prantos.

Ninguém lhe ajudou, ninguém perguntou se ela estava bem, mas todo mundo olhou aquela mulher chorando sem parar, copiosamente.

Ela preferiu assim. Não queria ter que conversar com ninguém, queria ficar lá, chorando em plena Nossa Senhora do Carmo as 6h da tarde, vendo os carros passarem.

Nem ela sabia porque chorava tanto. Sabia exatamente porque estava chorando, mas não sabia ao certo porque chorava tanto.

Tentou se acalmar, mas naõ conseguiu. Parecia que ia passar a vida chorando. O trânsito ia passar, a noite ia chegar, as lojas iam fechar e ela ia ficar ali, chorando, pra sempre.

Ele, lindo como sempre, tentou acalmá-la, mas tamanha douçura só fez com que ela chorasse mais ainda…

Será que ela merecia tanto? Tanto assim?! Um tanto de coisas boas, um tanto de coisas difíceis. Será que ela merecia?

“Cada um tem o que merece”!

Ela enxugou, por várias vezes as lágrimas que teimavam em cair e, assim como o trânsito, elas foram parando.

– Agora eu vou crescer! – prometeu para ela mesma e, o mais importante: para ele!

Afinal, ela chorava tanto pois sabia que um ciclo havia se fechado e agora, querendo ou não, ela cresceria.



Devaneios no show do Deco Lima e o Combinado:

“Envelhecer é poder pular feito uma louca, ficar com cabelo de Bozo e não dar a mínima!”

“Quando a gente dança sente a idade na coxa, mas o sangue novo corre nas veias!”