As incríveis peripécias de nossas vidas medíocres!


Ladeira abaixo

Acabei de mudar de casa. Agora moro numa mega ladeira.

Esses dias,  minha mãe foi me visitar e, quando saiu do carro desceu a ladeira correndo. Meu filho, adolescente implicante, lança:

-Não precisa correr, né vó?!

-Eu não tô correndo, eu tô caindo!!!!

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Adolescentes
2 de fevereiro de 2010, 00:03
Filed under: Comédia da Vida Privada, Criancices das boas!, filho | Tags:

– No acampamento que eu fui, eu conheci um menino que sofreu um acidante horrivel de carro: ele voou pela janela, se machucou todo e desmaiou.

– E ele morreu?

– Não né! Se foi ele que me contou no acampamento, como é  que ele ia estar morto?! Dã!



Questão de lógica

A mulher pergunta para o marido:

– Quando é que você vai jogar este monte de quinquilharia fora?

– Que quinquilharia?

– Este monte de pecinhas, parafusos e repimbocas que você vive guardando e nunca usa!

– Nunca uso porque eu guardo!

– Como assim?

– Você já reparou que é só você jogar uma coisa inútil fora, que você acaba precisando dela?

– Como assim?!!!!

– Nada quebra porque eu guardo estas pecinhas. Se eu jogar elas fora, você vai ver: um monte de coisa vai quebrar! Por isso que eu guardo: pra evitar que as coisas quebrem, não para um dia conserta-las!



Querer é poder!

Quando eu era pequena, queria muito uma boneca “pretinha”. Acho que foi a primeira boneca negra que eu vi. Fiquei encantada e fui logo pedindo pra minha mãe:

– Mãe! Compra uma boneca pretinha pra mim?

– Não dá filha, eu não tenho dinheiro.

Fiquei com dó dela e nem de insisti.

Na semana seguinte, fomos na festa de final de ano da agência de publicidade onde ela trabalhava. A primeira coisa que eu fiz foi procurar o chefe da minha mãe e logo descobri que ele se chamava Cacá.

– Oi! Você que é o Cacá?

– Sou eu sim, por que?

– Eu sou Amanda, filha da Mercês e eu vim falar com você pra pedir um aumento pra ela porque ela ganha muito pouco e não pode comprar uma boneca pretinha pra mim.

Ele morreu de rir e a minha mãe, que vinha logo atrás, morreu de vergonha! Afinal, como explicar para o chefe que uma menina de 3 anos tinha tirado aquela idéia da própria cabeça?

A nossa sorte é que o Cacá era muito legal:

– Sabe Amanda, eu tive uma idéia melhor: ao invés de eu dar um aumento pra sua mãe, você vai trabalhar pra mim e o seu cachê vai ser uma boneca pretinha.

Topei na hora!

No dia seguinte, fui para a agência trabalhar. O trabalho era fácil: eu tinha que tirar uma foto para o folheto das balas Apache, da Ice Kiss. Logo na primeira foto eu abri a boca e coloquei a língua para fora com bala e tudo. Minha mãe ficou louca da vida e mandou eu me comportar.

– Onde já se viu mostrar a língua, minha filha?!

– Uai, mãe, é pra mostrar a bala!

– Não precisa mostrar a bala!!!! É só fazer cara de “ai que bala gostosa!”.

Obedeci.

Adivinha qual foi a foto escolhida?

Pois é! O folheto foi feito com a foto da língua de fora e eu fui pra casa com a minha boneca pretinha, feliz da vida!



Tamanho é documento!
13 de janeiro de 2010, 09:54
Filed under: Amor da vida, Comédia da Vida Privada, Gracinhas, marido | Tags: , ,

Meu marido é grande, tem quase 2m. Além disso, ele é meio ogro, mas um ogro do bem, tipo Shrek.

Esses dias, não me lembro o que ele falou que eu logo lancei:

– Nossa X.!!! Como você é grosso!

– E grande! Sou grande e grosso!



Declaração de amor

Aqui em BH existe A Obra, bar dançante. E na Obra tem uma festa que se chama Eu Não Presto Mas Eu Te Amo, que só toca música brega: Wando, Roberto Carlos, Fagner, Rosana…

Meu marido é super Rock and Roll, odeia música brega, o veio “brega” dele é Elvis.

Ontem, teve a festa. Um amigo nosso perguntou:

-Como chama a festa mesmo?

Meu marido olho pra mim e repondeu:

– Eu não gosto, mas eu te amo!

Lindo!



Motivos masculinos para fazer faxina
15 de outubro de 2009, 13:22
Filed under: Comédia da Vida Privada | Tags: , , ,

Esses dias, uma amiga da minha mãe que é como uma tia para mim, veio nos visitar aqui em BH. Eu fiquei super contente, mas estvava muito gripada e fiquei com vergonha da minha casa que, além de suja, virou um caos.

Meu marido, vendo minha aflição, resolveu dar uma geral na casa. Mas para verificar se seu esforço não seria em vão, perguntou:

– Que dia que a Bete vai embora mesmo?

– Na terça.

– Ah, então tá! Assim dá tempo de ela ver a casa limpa antes de ir embora.