As incríveis peripécias de nossas vidas medíocres!


Ladeira abaixo

Acabei de mudar de casa. Agora moro numa mega ladeira.

Esses dias,  minha mãe foi me visitar e, quando saiu do carro desceu a ladeira correndo. Meu filho, adolescente implicante, lança:

-Não precisa correr, né vó?!

-Eu não tô correndo, eu tô caindo!!!!



O melhor presente
22 de agosto de 2009, 00:19
Filed under: Família, Lembranças, marido, Poesia? | Tags: , , , , ,

Minha mãe sempre me disse que o ipê amarelo só passou florecer depois que eu nasci. É o jeito dele de me dizer “Oi! Seja bem vinda!”. Pedi para meu marido tirar uma foto de um, para eu postar por aqui no dia do meu aniversário. Pra variar, ele esqueceu. Então achei essa foto aqui e eu mesma me dei de presente. Olha só que lndo!

Ele pode ter feito pouco caso, mas a natureza nunca se esquece do meu melhor presente!

Ele pode ter feito pouco caso, mas a natureza nunca se esquece do meu melhor presente!



Sobre a maternidade

Esses dias cheguei à conclusão de que a maternidade é algo visceral: se você ficar pensando muito, ela não acontece!

Afinal, quando temos tempo não temos dinheiro e quando temos dinheiro não temos tempo.

Por isso, se você quer muito ser mãe, estipule um prazo,e prepare o ninho até lá.

O meu é 2011.

Mas… quem sabe?



Retratos de família
6 de agosto de 2009, 23:02
Filed under: Família, Gracinhas, São Paulo, Tatuí | Tags: , , , , ,

Encontros familiares, pra mim, são os melhores! Mesmo porque, no meu mundo, amigo também é família.

Esses dias, estive em São Paulo para comemorar os 60 anos da minha mãe. Por uma fantástica coincidência, encontrei  meu sobrinho-primo mais querido, meus primos de Tatuí, e outros 2 que moram muuuuito longe: um em Floripa e outro na Alemanha. Foi bem divertido.

Como estava fazendo muito frio, minha tia convidou todo mundo para ir para o haras curtir a lareira recém reformada. Todos os primos toparam na hora! E, como diria D.Ruth, minha avó, fizemos a maior fuzarca!

Lá pelas tantas, meu primo, que é músico e palhaço, pegou seu violão e começou a tocar e cantar músicas animadíssimas:

– Agora, com vocês, a mais recente dupla sertaneja: Tadeu e Tadando! – ele disse, chamando meu outro primo para compor a dupla.

Nisso, seu filho, de 4 anos, pegou uma mini sanfona e começou a tocar.

Não me contive:

– Com vocês, o trio sertanejo: Tadeu, Tadando e… Tadinho!



Mais uma da minha mãe!

Domingo passado, dia 28, foi aniversário da minha irmã no Lord Pub.

Meu marido estava com o nosso carro e, por isso, minha mãe ficou de me levar com o carro dela.

Quando chegamos na garagem, o carro não estava lá.

– Mãe, cadê o seu carro?!

– Ai meu Deus!!! Cadê o meu carro?!!! Não! Peraí. Eu deixei o meu carro na casa da minha amiga hoje de manhã quando ela me deu uma carona para Lagoa Santa e esqueci de buscar.

– E agora? O que eu faço?

– Vamos de taxi!

– Você tem dinheiro?

– Não.

– Nem eu!

Como eu estava morrendo de pressa – minha irmã já tinha me ligado 2 vezes perguntado onde eu estava – resolvi ir a pé.

Desci 2 quarteirões e minha mãe me liga:

– Filha, o Yuri tem R$ 6,00 e eu tenho R$ 4,00. Acho que dá pra pegar um taxi até a casa da minha amiga e, de lá, a gente vai para o aniversário da sua irmã com o meu carro.

– Ok! Te espero no ponto de taxi.

Como eu estava MUITO “abençoada” naquele dia, não tinha NENHUM taxi no ponto. Esperamos uns 10 minutos até que chegou um. Antes de entrarmos, minha mãe já foi logo perguntado:

– Moço, a gente só tem R$ 10,00, será que dá pra levar a gente até o Anchieta?

– Acho que sim, mas se não der, eu levo vocês assim mesmo!

Fiquei aliviada! Entramos no taxi e contamos a história, pra lá de engraçada, para o motorista. Nisso, o taxímetro marcava R$ 5,68. Então minha mãe comentou:

– Ai que bom! Acho que vai dar mesmo,  a gente já está quase chegando e ainda tá em R$ 5,68.

Entaõ o taxista lança:

– Ah! Entaõ a senhora não sabe?

– Não sabe o que?

– Esse taxi é por pessoa!

– Como assim por pessoa? Tipo lotação? Então é mais barato?

– Não, é por pessoa mesmo. Por exemplo, no caso da senhora, seria R$ 5,68 por pessoa, o que daria quase uns R$ 12,00 até aqui. Até onde a senhora quer chegar deve dar uns 20, 20 e poucos.

– Ai não moço! Sério? Como assim? Isso não é ilegal?

O moço morreu de rir e falou:

– Seria se fosse verdade, mas eu estou brincando com a senhora!

Minha mãe deu até um suspiro. Depois morreu de rir dela mesma, porque além de acreditar no cara, já tinha feito as contas de que poderia descer ali mesmo sem dever nada ao motorista, afinal, se juntasse os R$ 10 com umas moedinhas que tinha na bolsa conseguiria inteirar R$ 12!

Só a minha mãe mesmo…



O que você quer ser quando crescer?

Quando eu era pequena, sempre que me perguntavam o que eu queria ser quando crecesse, eu respondia:

– Doméstica!

Todo mundo morria de rir. Até hoje acho isso um absurdo.

Meu filho, que hoje em dia leva o lixo pra fora todos os dias, queria ser lixeiro. Na verdade ele ficava na dúvida entre lixeiro e “correrista” (atleta), mas rapidamente decidiu que seria lixeiro porque “todo lixeiro é um pouco correrista”. Teve a fase em que ele dizia que, quando crecesse, gostaria de ser aposentado!

Ontem, enquanto eu arrumava a cozinha, reclamando sem parar, porque NINGUÉM me ajuda e ainda fazem a maior bagunça, meu marido lança:

– Uai, você não queria ser empregada doméstica? Pois é! Sonho realizado!

Só olhei bem feio pra ele e não disse nada. Ele, rei do sarcasmo, continuou…

– E o Yuri? Não queria ser lixeiro? Pois é! Mais um sonho realizado! Vocês deviam me agradecer!

Não aguentei ficar quieta e perguntei:

– E você? O que queria ser quando era pequeno?

– O que eu sou hoje! Músico e dono de estúdio.

– Ah! Fala sério! Com 3 anos você já sabia o que iria ser?!

– Ah! Tá, com 3 anos eu queria ser astronauta!

– Pois então está explicado! Mais um sonho realizado!

– Como assim?!!! Eu não sou astronauta!

– Mas vive no mundo da lua!



Biografias

Sempre que eu tento atormentar o meu marido, acabo me dando mal. Hoje, eu estava superirritada porque toda vez que eu pedia para ele me ajudar – coisa que ele faz sempre, verdade seja dita – ele estava fazendo alguma coisa, e não podia. E o pior é que sempre são as MESMAS coisas: colocar gelo no joelho recém operado, tomar café, fumar um cigarro, ir ao banheiro e dormir até tarde.

Então eu lancei:

– Se eu fosse escrever a sua biografia ia ser fácil: ” Alexandre: nasceu, acordou tarde, colocou gelo no joelho, tomou um café, fumou um cigarro, foi ao banheiro e morreu!”.

– É, e seu fosse escrever a sua, ia ser mais fácil ainda: “Amanda: nasceu, estressou e morreu”.

Morri de rir, um tempão e disse:

– Não, não. Acho que devia ser assim: “Amanda: nasceu, estressou, morreu, ressucitou, gargalhou e, finalmente, morreu!”

O Yuri, que sempre salva o padrasto emendou:

– Minha mãe, por ser estressada ia ser a que ia viver menos. Eu, por outro lado, ia ter vida longa: ” Yuri: nasceu, peidou, recalmou, surtou, pirou, reclamou de fome, comeu, dormiu, sonambulou e morreu!”.