As incríveis peripécias de nossas vidas medíocres!


Sonhos
16 de outubro de 2009, 21:22
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Eu queria poder acordar todo dia sem ser as 6:30 com o Yuri batendo na porta: “Mãe! Tá na hora!”.

Queria não ter que fazer café da manhã, nem almoço e nem jantar.

Queria não ter que lavar a louça.

Queria que a minha casa fosse autolimpante.

Queria ter todas as minhas amigas sempre por perto.

Queria a minha família aqui do lado.

Queria poder conhecer um país novo a cada ano.

Queria descobrir alguma coisa realmente útil.

Queria poder ajudar as pessoas.

Queria ser menos aflita.

Queria ser uma pessoa melhor.

Queria saber cantar.

Queria poder comer o tanto que eu comia na adolescência sem engordar.

Queria fazer dança de salão.

Queria não precisar de dinheiro, pra nada!

Queria que as pessoas e coisas queridas nunca acabassem.

Queria poder voltar no tempo pra matar a saudade ou pra ter certeza de que o melhor tempo é sempre o presente.

Queria que a igualdade, dentro da diversidade, fosse uma realidade, e não um sonho.

Queria que todo mundo tivesse um filho feito o meu.

Queria ter tido um pai legal.

Queria um chef  24h com especialização em comidas saudáveis, não necessáriamente lights porque eu não ia engordar.

Queria voltar a fumar sem ter que me preocupar com a saúde.

Queria poder beber todo dia sem ter medo de virar alcoolista.

Queria acordar tarde sem culpa.

Queria poder dormir de dia sem me sentir culpada por isso.

Queria que a minha vó voltasse a lembrar das coisas, ainda que fosse devagarinho, do mesmo jeito que aconteceu quando ela foi perdendo a memória.

Queria que meus heróis de infância não tivessem virado pessoas tão babacas.

Queria muitas, muitas coisas! Mas, já que aqui eu posso querer o que eu quiser, o que  eu ia querer mesmo, é que Deus trouxesse o mar de Varadero pra BH!

varadero-beach



Che o Argentino

Che o argentinoPara quem ainda não assistiu, vale a pena estudar a História da Revolução Cubana antes.

O filme é, para elevar muito o nível, PÉSSIMO!!!!

Odeio zig-zags temporais.

Achei absurdo o “merchã” da Coca-cola no meio do filme!!!!

E, cá entre nós, Ernesto Che Guevara foi muito mais que “só” a Revolução Cubana. Cuba foi e é muito mais que “só” a Revolução Cubana! O filme não contextualiza. De onde vieram os “personagens”? Para onde eles foram depois da Revolução? E o Camilo Cienfuegos? – ficou sem sobrenome no filme, coitado – Por que ocorreu a Revolução? Por que o povo estava insatisfeito com o governo cubano da época? Por que do embargo estadunidense? etc, etc…

Por essas e outras, sugiro que  estude a Revolução Cubana antes de assistir. Caso contrário, se não souber do que se trata, continuará sem entender nada! Ou, o que é pior, pensará que sabe de tudo, quando na verdade não sabe da Revolção a metade!

Agora, se alienação é a sua praia, assista sem maiores pretensões: Rodrigo Santoro está uma graça falando espanhol com sotaque cubano e, ele e Benício del Toro, são excelentes atores.

Ah! Pra não dizer que o filme não esclarece nada, ele deixa claro que Ernesto Che Guevara era argentino, e não cubano – como muitos pensavam – logo no título. Além disso, deixa claro aos mais desavisados ainda, que “Che” não era cantor de uma banda de rock – já ouvi isso, juro!

Agora é esperar a segunda parte…



Vida Simples
1 de abril de 2009, 16:03
Filed under: Filosofia pura! | Tags: , , , , , ,

Há 3 anos mudei minha vida radicalmente.

Tudo começou com uma viagem para a ilha mais linda do mundo: CUBA.

A partir daí, percebi que precisava de muuuuito menos do que eu tinha para viver.

Cada dia que passa, procuro ser mais desapegada. Atitudes simples podem e fazem toda a diferença: não comprar nada por impulso, doar TUDO o que não se usa, prestar atenção nas suas VERDADEIRAS necessidades. Aprendi que para ser feliz precisamos de muito pouco: pessoas queridas por perto, necessidades fisiológicas em dia, um pouco de arte e saúde. Pronto!

Sendo assim, passei a trabalhar menos, afinal, passar mais tempo com meu filho, meu marido, minha mãe e meus amigos vale muito mais a pena que ganhar dinheiro e acumular, acumular, acumular…

A partir deste momento houve uma espécie de seleção natural na minha vida: quem fazia parte dela só porque eu tinha grana, simplesmente SUMIU! Custei a perceber que isso era bom. Bom, não, ÓTIMO! E, como uma coisa leva a outra, aprendi a escolher melhor meus amigos e a cortar as pessoas que não me fazem bem, independentemente do motivo.Também aprendi a respeitar a opinião dos outros: a aprender com eles ou a me afastar de vez. Afinal, aprendi que existem 2 tipos de pessoas: as conversáveis e as ignoráveis. Antes, eu perdia o meu tempo com as ignoráveis, que bobagem!

Aprendi que tem gente que nunca vai ver ou sentir as coisas que eu vejo e sinto; que nunca vai se preocupar com as coisas com as quais eu me preocupo, porque sempre vai estar preocupada demais com coisas com as quais eu jamais me preocupei e jamais me preocuparei.

Aprendi a me respeitar, a respeitar a minha verdade e a verdade do outro, mesmo que as vezes, para que isso aconteça, a distância se faça necessária.

Agora, o mais iportante dos meus aprendizados foi que eu não sei de quase nada e que ainda tenho muuuuuuito a aprender, mas pelo menos agora, eu sei que estou no caminho certo!