As incríveis peripécias de nossas vidas medíocres!


Stilo Machista

Outro dia, conversando com uma amiga portuguesa, vivida e estudada – morou em São Francisco, fez doutorado em Londres e está aqui em BH pra fazer pós-doutorado na UFMG – cheguei à conclusão que não precisamos mais de carro.  É possível fazer tudo a pé ou de ônibus, metrô, taxi, trem, carona…

Eu ainda não dou conta, ainda mais aqui, que é cheeeeio de ladeiras. Mas um dia, eu sei que vou conseguir! Todo dia eu treino um pouquinho…

Bom, mas voltemos à minha amiga, a Manu. Ela estava dizendo que até conseguia entender porque algumas pessoas ainda andavam de carro, mas que não conseguia entender, de jeito nenhum, por que algumas pessoas ainda investem tanto dinheiro e se preocupam tanto com isso. É quase como um retrocesso! Ao invés das pessoas pensarem em como se livrar dos carros, que poluem, congestionam as ruas, avenidas e estradas, elas ficam comprando cada vez mais carros e cada vez mais caros!

Imediatamente me lembrei da propaganda do Stilo Blackmotion, simplismente R-I-D-Í-C-U-L-A!!!!

De acordo com a idéia que a propaganda passa, mulheres são Marias Gasolinas. Consequentemente,  se você quer TER uma, terá que TER um “puta” carro: o Stilo Blackmotion. Fiquei indignada! Além de machista, a propaganda é MUITO BURRA (opa! Pleunasmo! Machismo=Burrice)!!! Não valoriza as qualidades masculinas: o homem é um idiota. Só vale a pena se tiver um carro. ” Um ” não, ” O ” carro. Como esta propaganda ainda está no ar? Pra quem ainda não teve a INFELICIDADE de ver ou não prestou muita atenção, afinal, propaganda de carro é um saco mesmo. Pode conferir e opinar por aqui:

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Mesa eclética

Carolina e Rafael, os gêmeos da crônica “Liberdade, Igualdade e Fraternidade começam desde cedo” –  postado anteriormente – fizeram 3 anos ontem. A festa estava ótima e a mesa em que fiquei, melhor ainda.

Conversamos sobre tudo: ter filhos, não ter filhos, machismo, a situação da mulher nas diversas culturas, dinheiro, divórcio, casamento… mas principalmente sobre a situação atual da  Palestina. Todos – inclusive um judeu e uma libanesa presentes – eram a favor de uma Palestina LIVRE, mas, acima de tudo, do fim de toda e qualquer guerra. 

Lá pelas tantas, não me lembro muito bem o porquê, começamos a discutir a respeito do relacionamento da Suzana Vieira com o cara que eu já não me lembro o nome. Fiquei perplexa e disse:

– Gente ! Que mesa eclética! Há pouco estávamos discutindo sobre a situação da Palestina e agora estamos discutindo a respeito da vida da Suzana Vieira?!!!!

– Nossa! É mesmo! Não tem nada a ver!

– Claro que tem!- uma de minhas amigas falou – É só a gente mandar a Suzana Vieira para a Palestina!