As incríveis peripécias de nossas vidas medíocres!


Sem emoção.

Quando eu fui para Natal – há muitos anos atrás – tudo era com emoção, ou sem emoção, dependendo do gosto do freguês.

Aqui em BH, cidade MARAVILHOSA e MUITO querida por mim, só tem gente muuuuuuuuuito barbeira. Como eles mesmos dizem: “Um bando de roda dura!”. O povo não tem noção de conjunto, entra de repente na sua frente, não dá seta, anda entre duas faixas… Por isso, andar de carro aqui é sempre com emoção! Muita emoção!

Ontem, num trajeto de uns 5km, meu marido foi surpreendido por uns 10 desses motoristas sem noção. No décimo ele diz:

– Por isso que a vida fica sem emoção! Depois de andar num trânsito como esse, a gente não se emociona com mais nada!

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Perguntas que não querem calar
5 de abril de 2009, 23:10
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Episódio de hoje: Semana Santa e afins…

Se Jesus morreu na sexta-feira e ressucitou 3 dias depois, por que a páscoa não é na segunda-feira?

Se Jesus nasceu dia 25 de dezembro e nosso calendário é Cristão, por que o Ano Novo é dia 1º de janeiro e não 25 de dezembro mesmo?



O dia em que eu me tornei uma mulher chic.

Ano novo, dente novo!

Pois é: fiquei sem dente da frente logo depois da virada.

Explico: aos 8 anos andava rapidamente – para não dizer “corria freneticamente” – por uma churrascaria, em Araçatuba, com amigos queridos. Conclusão: tropecei na raiz de uma árvore e quebrei meu dente da frente. Nada grave, porém, como eu sempre fui uma criança “quietinha” não havia resina que parasse no meu dente.

Sendo assim, minha mãe pediu para a minha dentista fazer uma jaqueta. Porém, como não era sua especialidade, não ficou muito bonita, mas durou anos. Muito mais tempo que eu gostaria…

Aos 18 anos, minha mãe decidiu me dar de presente um dente decente e me levou num dos melhores especialistas em próteses. Meu dente ficou lindo! Ninguém acreditava que era falso!

Porém nada é para sempre. E, se nem o meu dente de verdade durou 10 anos, como esperar que uma prótese durasse mais que isso?

Pois é: logo depois do Natal, meu dente quebrou e eu fiquei sem dente outra vez. Corri para um dentista amigo que colou às pressas o pedacinho que havia lascado:

– Quando você chegar em BH procure um dentista, porque esta cola não vai durar muito tempo.

Fiquei feliz da vida, já que agora eu tinha dente de novo, mesmo sabendo que teria que tomar o maior cuidado para fazer uma das coisas que eu mais amo na vida: comer.

Fui para a praia passar o Ano Novo. Tomei o maior cuidado com o meu dente nos dois primeiros dias, mas, no terceiro, descobrimos um bauru maravilhoso e adivinha o que aconteceu?

Fiquei sem dente de novo.

 Na verdade, não fiquei sem dente porque ele ainda estava no lugar, mas eu sabia que ele havia descolado.

Fui para o mar com o maior cuidado.

– Vamos sair? As ondas estão começando a ficar muito fortes, tenho medo de perder o dente no mar.

– Peraí, vamos ficar só mais um pouco…

– Tá bom!

Umas cinco ondas depois:

– X. perdi meu dente!

Agora era definitivo: eu ficaria sem dente até voltarmos para casa! Fiquei até quieta. Para mim, as férias tinham acabado ali.

Fomos para casa, todos meio de luto pelo dente que havia sido capturado por Iemanjá ou que havia virado casinha para um ser marinho sem teto e… adivinha quem eu encontro no meu biquini?

Ele mesmo! O meu dente!!!!

Gritei de alegria e saimos correndo em busca de um dentista. Porém, a única FILHA DA PUTA que encontramos na cidade queria cobrar R$ 200, 00 só para ir até o consultório e mais sei-lá quanto pelo serviço.

Não precisa dizer que eu fiquei sem dente, precisa?

Como tudo tem seu lado bom, fiquei feliz da vida quando as férias acabaram e voltei para casa para arrumar meu dente. Meu dentista é um fofo, superprofissional. Rapidamente fez uma provisória, tirou o molde e logo, logo eu estarei com o meu dente lindo de novo!

Ai, você se pergunta: “Mas o que isso tem a ver com uma mulher chic?”.

E eu prontamente respondo:

Como tudo tem seu lado ruim, NUNCA MAIS eu vou poder comer maçã ou milho sem o auxílio de uma faca, e o que é pior: de agora em diante, sanduíche só com garfo e faca!



E então é Natal…
28 de dezembro de 2008, 17:43
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Fui passar o Natal com a minha família na cidade tortura – para bom entendedor, meia palavra basta.

Cidade de interior todos sabem como é: muita gente com o som no talo para poder mostrar sua potência.

Eu estava em uma loja quando um desses manés passou com o som muuuuuuito alto. As pessoas continuaram imóveis como se nada estivesse acontecendo e eu, inutilmente comecei a gritar protestando contra aquele absurdo:

– Abaixa o som! Ninguém é obrigado a compartilhar do seu gosto musical!!!!

Todos continuaram suas compras, mais uma vez, como se nada tivesse acontecido.

De repente, o som abaixou. Imediatamente olhei para o carro do infeliz. Sabe o que vi?

Por coincidência, meu tio, que estava no carro da frente e surtou com o cara: desceu, e foi implorar para ele abaixar o som.

O cara abaixou na hora! Nem acreditei!!! Até bati palma!

-Muito bem! – eu gritava.

E as pessoas?

Continuaram suas compras como se ABSOLUTAMENTE nada tivesse acontecido!

O Natal é mesmo um perigo.