As incríveis peripécias de nossas vidas medíocres!


Retratos de família
6 de agosto de 2009, 23:02
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Encontros familiares, pra mim, são os melhores! Mesmo porque, no meu mundo, amigo também é família.

Esses dias, estive em São Paulo para comemorar os 60 anos da minha mãe. Por uma fantástica coincidência, encontrei  meu sobrinho-primo mais querido, meus primos de Tatuí, e outros 2 que moram muuuuito longe: um em Floripa e outro na Alemanha. Foi bem divertido.

Como estava fazendo muito frio, minha tia convidou todo mundo para ir para o haras curtir a lareira recém reformada. Todos os primos toparam na hora! E, como diria D.Ruth, minha avó, fizemos a maior fuzarca!

Lá pelas tantas, meu primo, que é músico e palhaço, pegou seu violão e começou a tocar e cantar músicas animadíssimas:

– Agora, com vocês, a mais recente dupla sertaneja: Tadeu e Tadando! – ele disse, chamando meu outro primo para compor a dupla.

Nisso, seu filho, de 4 anos, pegou uma mini sanfona e começou a tocar.

Não me contive:

– Com vocês, o trio sertanejo: Tadeu, Tadando e… Tadinho!

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Devaneios
22 de maio de 2009, 14:25
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Faz tempo que quero escrever sobre isso, mas sempre que o faço, deleto tudo porque acho que ficou chato.

Hoje porém, estou com um sentimento diferente, um sentimento de que devo escrever sobre isso, afinal, essas idéias povoam e atormentam minha cabecinha oca há tempos.

Agora mesmo o telefone tocou. Seria um sinal?

Acho que não. Voltei, e as idéias continuam fresquinhas!

O Telefone tocou de novo! Que saco!

Voltei!

Saco mesmo deve ser ler um texto prolixo e biruta desses!

Bom, não sou assim, prolixa. Só biruta. Beeeeem biruta. Então vou logo me livrar dessas palavrinhas e deixá-las por aqui.

Escrever, para mim, é algo mágico! Adoro escrever! As vezes parece que estou psicografando! Outras, o texto não vai, não flui, não anda. Outras ainda, é um misto dos dois: parece que não vou chegar a lugar nenhum e me surpreendo com o final da história.

Meu marido disse, que cada um tem que encontrar seu jeito de deixar suas mensagens no mundo, o jeito dele é tocando. O do meu filho, é fazendo arte (de artista e de arteiro). E o meu, é escrevendo!

Comecei a costurar. Tô gostando, mas ainda não tenho fluência. Gosto de cozinhar também, mas acho que escrevo melhor. Não que eu escreva tão bem, ou cozinhe tão mal, não que eu ache nada disso, mas é que escrevendo eu me reconheço.

Escrever pra mim, é mágico!

Mais mágico ainda é a internet! Poder escrever e postar na internet! Todos os meus amigos estão no meu leptop! Isso é maravilhoso poque eu posso carregá-los – literalmete – para onde eu for! É como se fosse um ponto de encontro de todas as minhas turmas! E, escrevendo eu compartilho minha vida com todos os meus amigos: os da Itália, os da Austrália, os de São Paulo, os de Tatuí e até os de BH, com quem me encontro, na vida real, quase todo dia!

Escrever pra mim, é mágico.

Espero que você goste de mágica!



Quem é ocê?

Há uns 10 anos atrás, minha prima se mudou de Araraquara para Tatuí. Apesar das duas cidades ficarem no interior de São Paulo, os sotaques são beeeeem diferentes. O sotaque de Araraquara parece com o de Ribeirão Preto, tem o R mais puxado. Já o de Tatuí, tem o E  bem forte e acentua a última sílaba das palavras. Além disso, quase todas as frases são formuladas no imperativo: “LiguE pra ela”, “ParE com issO!”

Sendo assim, quando chegou em Tatuí, teve dificuldade com a diferença de sotaques logo no primeiro dia de aula.

– Oi, meu nome é Fernanda, como é que você se chama?

-Quem é ocê?

-Meu nome é Fernanda, como é que você se chama?

– Quem é ocê?

-M-e-u    n-o-m-e    é    F-E-R-N-A-N-D-A!!!    C-o-m-o    é    q-u-e    v-o-c-ê    s-e   c-h-a-m-a?!!!

-Quem é ocê?

-Meu nome é Fernanda! Eu quero saber qual é o seu nome!!!!

-Eu sei que é difícil, mas o meu nome é KELSEN!!!



Adeus Maria Quitéria!
8 de fevereiro de 2009, 17:25
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KIKIHá mais ou menos 1,5 anos atrás compramos uma ratinha da raça Topolino. Seu nome, Maria Quitéria, para os íntimos Kiki – a mascote deste blog.

Kiki sempre foi meiga e doce. Foi conosco para praia, para Tatuí…viajada essa ratinha! Até bateria ela tocava!

Kiki vivia sozinha em sua casinha e, por isso, demorou para aprender a andar na esteira de ratos -aquela rodinha que faz um barulho irritante.

Procuramos informações sobre Topolinos na internet e descobrimos que eles gostam de viver em bando. Minha mãe, muito gentil, foi no Mercado Central e comprou um novo “Topolino” para fazer companhia para a Kiki. Como eu já disse, minha mãe é MUITO ingênua e distraída e acabou comprando um filhote de camundongo. Kiki, temendo pelo seu futuro, deixou bem claro que não dividiria sua casinha com aquele projeto de gigante. Conclusão: devolvemos o ratinho.

Kiki parecia feliz em seu humilde lar, não dava trabalho algum: comida e faxina só uma vez por semana! Era uma maravilha!

Porém, como os Topolinos vivem pouco (aproximadamente 1,5 anos) decidimos propiciar “o bem bom da vida” para Kiki e lhe compramos um companheiro, um maridão.

A mudança foi visível: a casinha passou a cheirar mal, a serragem sempre caia para fora da casinha, a comida não durava nada e a água, menos ainda. 

Mas Kiki parecia feliz com seu novo companheiro: Francisco Cuoco, para os íntimos, Cuoco.

No final do ano, fomos viajar e não levamos Kiki, pois agora ela não ficaria mais sozinha.

Quando voltamos, Kiki e Cuoco nos surpreenderam com 2 lindos filhotes: Kika e Kiko.

A família agora estava completa e Kiki, a anciã parecia cudar de tudo e de todos.

O tempo passou e os filhotes viraram adultos.

Hoje, quando o Yuri foi fazer a faxina semanal na casa da pequena família 3 ratinhos estavam mortos. Pareciam ter sido assassinados.

Porém, não conseguíamos solucionar a chacina! O que teria acontecido?!

-Vai ver a Kiki cansou de fazer faxina, e matou todo mundo! – disse o Yuri fazendo graça.

Foi então que eu percebi que Kiki JAMAIS mataria sua família, ela havia sido morta!  Chorei muito quando reconheci seu corpinho  todo encolhido pra fora do tubinho onde costumava dormir com os filhos e o marido. Nem pra morrer ela deu trabalho!

Vá em paz pequena grande amiguinha! Sentiremos sua falta!



E então é Natal…
28 de dezembro de 2008, 17:43
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Fui passar o Natal com a minha família na cidade tortura – para bom entendedor, meia palavra basta.

Cidade de interior todos sabem como é: muita gente com o som no talo para poder mostrar sua potência.

Eu estava em uma loja quando um desses manés passou com o som muuuuuuito alto. As pessoas continuaram imóveis como se nada estivesse acontecendo e eu, inutilmente comecei a gritar protestando contra aquele absurdo:

– Abaixa o som! Ninguém é obrigado a compartilhar do seu gosto musical!!!!

Todos continuaram suas compras, mais uma vez, como se nada tivesse acontecido.

De repente, o som abaixou. Imediatamente olhei para o carro do infeliz. Sabe o que vi?

Por coincidência, meu tio, que estava no carro da frente e surtou com o cara: desceu, e foi implorar para ele abaixar o som.

O cara abaixou na hora! Nem acreditei!!! Até bati palma!

-Muito bem! – eu gritava.

E as pessoas?

Continuaram suas compras como se ABSOLUTAMENTE nada tivesse acontecido!

O Natal é mesmo um perigo.